ESCALADA
ESPORTIVA, Antônio Prado e Ipê
Encravadas
na Serra Gaúcha, Antônio Prado e Ipê. são
monstros adormecidos para os escaladores. Seus recursos naturais
para a prática deste esporte são grandes, tanto
para vias como para boulders. As variações de
graduação existentes para ambas modalidades
também são algo para deixar qualquer escalador
com um imenso sorriso no rosto e as mãos em frangalhos.
Pode-se com certeza dizer que, quando todo este potencial
for explorado, as duas cidades entrarão no cenário
gaúcho da escalada com points que não ficam
devendo.
PROJETO
ESCALADA ESPORTIVA NO VALE DO RIO INFERNO ANTÔNIO PRARO
- RS
Este projeto
tem como objetivo principal implantar e desenvolver setores
de escalada esportiva no Vale do Rio Inferno, situado no município
de Antônio Prado/RS, aproveitando a formação
geológica (basalto) propícia à prática
de tal esporte.
A concretização deste projeto também
visa estimular atletas experientes e novos adeptos do esporte
a praticar tal modalidade esportiva em local que ofereça
condições favoráveis, como segurança
e tranqüilidade, permitindo ao atleta preocupar-se somente
com seu desempenho sobre a via e desfrutar de um local calmo
e pacífico que potencializa a experiência da
escalada.
História da Escalada
em Antônio Prado:
A primeira notícia que se tem
da prática da escalada em Antônio Prado está
registrada no Informativo Paredão, edição
nº 12, datado de agosto de 2002, onde há um empolgante
relato do escalador Márcio André Braga ao descobrir
as No vale do Rio Inferno as Cascatas da Usina (um ponto turístico
do município) e seu potencial para a prática
do esporte. Veja o texto no link http://www.acm-rs.org.br/paredao/012/paredao_12_02.jpg
No Informativo, Braga revela que o processo de grampeação
da primeira via contou com a ajuda dos escaladores Rudi, Marcos,
Lu e Lucas, e, após terminado a duras penas, ganhou
o nome muito apropriado de Prima del Prado.
A provável graduação da via ficou em
6a, sendo necessárias cinco costuras para encarar muitos
regletes.
A manifestação de interesse pela escalada em
cidadãos locais se deu através dos irmãos
pradenses Vânius Pasuch e Pablo Pasuch e pelo ipêense
Rodrigo Conte, que chegaram a colocar uma parada com a intenção
de equipar uma via na propriedade dos Cordeiro, localidade
chamada Terra Magra na margem esquerda do Rio Leão.
Os esforços mais fecundos em relação
à escalada pradense teve iniciativa com Joel D. Marcon
e Cláudio Bochese (Cau). Para Joel, o interesse pela
escalada veio principalmente em virtude dos trabalhos desenvolvidos
a partir de 2000 com ecoturismo e esportes de aventura na
Tosi matti, operadora de turismo receptivo. Cau teve seu primeiro
contato com a escalada em 1998, quando passou um ano de intercâmbio
cultural na Nova Zelândia, país conhecido mundialmente
como a Meca dos esportes radicais.
Aproveitando os conhecimentos de técnicas verticais
e os equipamentos de rappel da Tosi Matti, ambos começaram,
no início de 2003, a escalar em top rope nas mais diversas
áreas do município de Antônio Prado e
Ipê.
Devido ao interesse da proprietária da Academia Via
do Corpo, Ana Lúcia Scopel, em montar um muro na sua
academia, Cau e Joel fizeram em julho de 2003 um curso de
escalada indoor com os já consagrados escaladores caxienses
Roni Andrés e Thiago Balen, visando a habilitação
como instrutores. O muro de escalada da Academia Via do Corpo
continua em funcionamento, sendo um dos poucos da região
no que diz respeito à sua estrutura.
Paralelamente à função de instrutores,
Cau e Joel continuaram a procurar e escalar rochas nos perímetros
dos municípios de Antônio Prado, Ipê. Foi
constatado que há vários pontos com potencial
em ambos os municípios, devido a formação
geologica. Durante uma dessas excursões, encontraram
o que viria a se chamar Perau Vermelho e Perau Branco, sendo
assim chamados por razão da peculiar cor das rochas.
Localizados na margem esquerda do rio Inferno, nas Cascatas
da Usina, localidade chamada Borgo Forte em Antônio
Prado, RS. As paredes têm 30m de altura no seu ponto
mais alto. O primeiro registro fotográfico que se tem
do local foi feito por Joel e data de 22 de novembro de 2004,
porém os escaladores já vinham trabalhando uma
via em top rope que foi chamada de Esquizo-paranóide,
e cotada em 7c, após ser equipada por Caio Beltrão.
O primeiro grande esforço em conquistar vias no local
ocorreu em 20 de novembro de 2005, quando se deu a organização
do campeonato Bouldering
Jam e 1°
Festival de Conquistas no Perau Vermelho e Perau Branco,
evento organizado por Joel e Cau. Participaram
do 1º Festival de Conquista, Roni Andres, Carlos Pedroni,
Thiago Balen e Vinicius Todero. A 2ª Conquista foi no
dia 02 de Abril de 2006, participaram Roni Andres, José
Antonio Ribeiro (Toni), Franscisco Fianco (Chico), Caio Beltrão,
Naoki Arima. A 3ª Conquista, foi nos dias 14 e 15 de
Abril de 2006. Participaram, Roni Andres, Naoki Arima, Giovani
Ruffato, Rodrigo Hegert, José Antonio Ribeiro(Toni),
Franscisco Fianco (Chico), Caio Beltrão e Dioni Slochi.
O resultado das três investidas foi: no Perau Vermelho,
uma via em móvel Puta véia - 5º e seis
vias grampeadas. Capitão do Mato - 7b, Quente e amantegado
- 8a, Estacionamento obliquo - 8b, Gravataí mãos
ao alto - 7c, Dança do Gazelão - 8b/c, Esquizo
paraníde - 7c. No Perau Branco, uma via em móvel
(..... 6º) e quatro vias grampeadas, Pretinho Básico
- 7c, Hora do lanche -8a, Clifei - 8a, Gastei nas vespa -
7b. A graduação das vias está sujeita
a modificação.
Dando continuidade ao desenvolvimento do projeto, no dia 29
e 30 de Abril e 1º de Maio, foi dado inicio à
grampeação da Cascata Tosi Matti, no Parque
Ecológico Toisi Matti, pelos escaladores Thiago Balen,
Silvia Marcon, Vinícius Todero e Roni Andrés.
Este setor demonstra um grande potencial em vias com graduação
superior à 9º grau por se tratar de uma formação
que começa com um teto, seguida de um negativo muito
forte.
Com o apoio essencial da AGM, que se encarregou da divulgação,
chapeletas, chumbadores, paradas e furadeira, os dias 5 e
6 de maio se tornaram um marco para o local. Nunca antes havia
sido efetuado um esforço de tamanha envergadura e com
a adesão de tantos escaladores do estado (o Kava, de
Curitiba, e Andrew da Inglaterra, deram um ar de internacionalidade
para o evento). Os esforços foram concentrados nos
Peraus Vermelho e Branco e na cascata Tosi Matti, havendo
ainda setores por enquanto intocados, um deles já foi
batizado de Perau Preto; mostrando a qualidade e potencial
do Vale do Rio Inferno, no que se refere a escalada esportiva.
A cabana, situada no Parque Ecológico Tosi Matti, há
poucos metros da cascata, estava pequena para acomodar a euforia
da confraternização depois de tanto trabalho
durante o dia. A presidente da AGM, Silvia Marcon, com a ajuda
do Thiago Balen, mostrou para que veio e equipou uma via chamada
Cactus, ainda sem graduação confirmada.
No final, a contabilização foi a seguinte: Na
cascata do Parque Ecológico Tosi Matti, Cascata Tosi
Matti, foram equipadas três vias por Tiago Balen e Silvia
Marcon, as vias são Parceria canina - ?, Falsidade
canina - ? e Cactus - ?. Também na Cascata Tosi Matti,
foram equipadas mas 4 vias por Marcos Vinicius Todero (Vini)
e Roni Andrés, vias ainda sem nome. No Perau Vermelho,
Caio Beltrão equipou a via Em busca do teto perdido
-7ª, Rafael Caon, com auxílio de Tiago Mohr, Flávio
Custódio e Andrew da Inglatera, equiparam a via "Brinquedinho
pra inglês ver", o Kavamura do Paraná, deixou
um projeto e Moisés conquistou uma via em móvel
Noite Maldita - ?. Algumas vias ainda não tem nome
e graduação definida.
Hoje o Vale do Rio Inferno, conta com 3 vias em móvel
e 19 vias chapeleteadas, distribuídas nos três
setores que estão sendo desenvolvidos, Perau Vermelho,
Perau Branco e Cascata Tosi matti. Não podemos esquecer
a via Prima del prado - 6a que fica nas Cascatas da Usina,
que totaliza 24 vias.
OBS: Os setores
estão abertos para escalada mas se alguém quer
conquistar, os responsáveis pelos setores Joel, marcon@tosimatti.com.br
e Cau, cauguebo@yahoo.com.br, devem ser avisados com antecedência.
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